Além da taxa Selic: o papel estratégico dos imóveis na proteção real do patrimônio familiar

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Quando o Copom anuncia um ajuste na taxa Selic, o movimento quase automático do mercado é recalcular o rendimento das aplicações de liquidez imediata. No entanto, focar exclusivamente no painel dos juros nominais é um erro tático que muitas famílias cometem ao planejar sua segurança financeira de longo prazo. O patrimônio real não se mede apenas por dígitos em uma conta de corretora, mas pela capacidade desses ativos resistirem a ciclos inflacionários e transformações urbanas que o papel-moeda, por natureza, não consegue acompanhar. A grande diferença entre o investimento financeiro puro e o mercado imobiliário reside na tangibilidade e no custo de reposição. Enquanto o CDI flutua ao sabor da política monetária, um imóvel residencial bem localizado é composto por insumos físicos — aço, cimento, mão de obra especializada e, o mais importante, terra urbana escassa. O fenômeno da valorização intrínseca Para entender a proteção patrimonial, precisamos olhar para o que aconteceu com o INCC (Índice Nacional de Custo de Construção) nos últimos anos. Imagine uma família que adquiriu um imóvel na planta em 2019. Durante o pico inflacionário que se seguiu, o custo para erguer aquele mesmo edifício saltou drasticamente. Quem já possuía o ativo viu seu patrimônio ser blindado “pela base”, pois o preço de mercado dos imóveis prontos tende a se ajustar ao custo de se construir um novo. É uma barreira física contra a desvalorização da moeda que nenhum título de renda fixa oferece com a mesma solidez. Além disso, existe o fator da valorização urbana. Um corretor de imóveis experiente não vende apenas metros quadrados; ele antecipa fluxos de infraestrutura. Se uma imobiliária identifica um novo eixo de desenvolvimento em um bairro — seja pela chegada de um parque tecnológico ou por melhorias no transporte público —, o imóvel ali deixa de ser apenas uma moradia e passa a ser um ativo de capitalização acelerada. Aluguel vs. Selic: Uma comparação técnica Muitos investidores iniciantes cometem o erro de comparar a rentabilidade bruta do aluguel (o yield) diretamente com a taxa Selic. Essa análise é incompleta. O rendimento da locação deve ser visto como o “dividendo” do imóvel, enquanto a valorização do ativo ao longo dos anos representa o ganho de capital real. Considere este cenário prático: Um investidor mantém R$ 1 milhão em renda fixa. Ele paga imposto de renda sobre o lucro nominal (que inclui a inflação) e, no final de cinco anos, seu poder de compra pode ter sido corroído, mesmo que o saldo pareça maior. Outro investidor compra um imóvel comercial ou residencial pelo mesmo valor. Ele recebe o aluguel mensal (geralmente reajustado pelo IPCA ou IGPM) e, ao fim do mesmo período, o valor venal do imóvel acompanhou — ou superou — a inflação. O segundo investidor protegeu o “principal” de forma orgânica, enquanto o primeiro viu a inflação “comer” parte do seu capital inicial disfarçada de rendimento. A estratégia da diversificação e o crédito imobiliário O uso inteligente do financiamento imobiliário também entra nessa equação estratégica. Em momentos de juros controlados, utilizar o crédito para adquirir um lançamento imobiliário permite que o comprador controle um ativo de valor total elevado aportando apenas uma fração do capital (a entrada). Se o imóvel valoriza 10% sobre o valor total, mas o comprador investiu apenas 20% do valor em recursos próprios, seu retorno sobre o capital investido é multiplicado.

Imobiliária Mota – Imóveis em Curitiba
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